Desigualdades de gênero na violência contra minorias sexuais no Brasil: uma análise dos fatores associados
Palabras clave:
Minorias Sexuais e de Gênero, Desigualdades em Saúde, Violência de Gênero, Inquéritos EpidemiológicosResumen
Este estudo teve como objetivo analisar os fatores associados à violência na população LGB+ brasileira, com estratificação por sexo, a partir da Pesquisa Nacional de Saúde 2019. Estimou-se a prevalência e calcularam-se as proporções de características relacionadas aos subtipos de violência (psicológica, física e sexual) para cada sexo. Em seguida, foi aplicado modelo multivariável de Regressão de Poisson com variância robusta, a fim de avaliar a associação da violência com fatores socioeconômicos e de saúde, também por sexo. A prevalência da violência na população LGB+ foi elevada, sendo de 42,51% entre as mulheres e de 40,67% para os homens. Observou-se que a maioria das mulheres LGB+ sofreu violência psicológica e física dentro da residência, e que mulheres pretas apresentaram prevalência de violência 68% maior do que mulheres brancas. Entre os homens LGB+, o maior percentual foi de recorrência da violência psicológica, com 63,89%, além de prevalências significativamente maiores entre os mais jovens. Em ambos os sexos, observou-se associação entre violência e autoavaliação negativa da saúde, bem como diagnóstico de depressão. Os resultados mostram que a violência vivenciada pela população LGB+ apresenta diferenças por sexo, com distintos fatores associados à exposição à violência entre mulheres e homens LGB+.
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