Processos protetores e destrutivos da soberania e segurança alimentar e nutricional na Terra Indígena Tirecatinga, Sapezal, Mato Grosso
Palabras clave:
Políticas públicas, Povos indígena, Segurança alimentar e nutricionalResumen
Este artigo tem como objetivo identificar os processos protetores e destrutivos da soberania e segurança alimentar e nutricional, na perspectiva dos povos indígenas de Tirecatinga, terra indígena localizada no município de Sapezal, no estado de Mato Grosso. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, fundamentada na teoria da determinação social proposta por Breilh. Utilizaram-se entrevistas semiestruturadas e rodas de conversa com homens e mulheres, tendo por temática o território. Dentre os resultados, evidencia-se a insegurança alimentar desses povos indígenas, cujas terras são cercadas por monoculturas de algodão e soja, e seu efeito mais perverso, a fome. Os processos protetores mencionados incluem o território, as práticas tradicionais de subsistência, os programas sociais, a partilha de alimentos, a organização Thutaliñansu e os recursos financeiros provenientes da lavoura mecanizada na terra indígena. Os processos destrutivos são a não efetividade de programas sociais, a construção de hidrelétricas, a lavoura mecanizada, o aumento do porco-do-mato e a pulverização aérea de agrotóxicos nas lavouras ao redor da terra indígena. Compreender os processos protetores e destrutivos da segurança alimentar dos povos indígenas de Tirecatinga é essencial para a construção de políticas que promovam a soberania e segurança alimentar e nutricional desses povos.
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