Relações entre culturas juvenis, saúde e arte: olhares a partir da perspectiva de jovens periféricos
Palabras clave:
Juventude, Políticas de Saúde, ArteResumen
Este artigo se debruça sobre as discussões em torno da categoria culturas juvenis e as políticas de saúde, com ênfase na saúde mental. Toma como base teórica e epistemológica uma abordagem que reconhece as culturas juvenis e a centralidade do cotidiano como espaços fundamentais para os jovens. O objetivo foi analisar como a relação entre culturas juvenis, saúde e arte se manifesta na vida desses jovens. A metodologia foi baseada na etnografia, no uso de observação-participante e no diário de campo. Os dados foram analisados com base na análise de discurso. Os resultados apontaram que a relação dos jovens com a saúde é atravessada pelo corpo. A saúde, nesse contexto, não é apenas a ausência de doenças, está diretamente ligada à dança e à experiência vivenciada no grupo. A arte (dança, teatro e música) desempenha um papel essencial no processo de afirmação identitária e na promoção da saúde mental dos jovens, proporcionando espaços de expressão e pertencimento. Por fim, é imprescindível que as políticas públicas de saúde sejam construídas de forma dialogada, ouvindo as demandas e realidades dos jovens, e que as práticas de saúde sejam flexíveis o suficiente para se adaptar às suas vivências.
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