Teleconsultorias na gestão de filas de especialidades médicas: relato de experiência no sul do Brasil
Palabras clave:
Telemedicina, Consulta remota, Atenção Primária à SaúdeResumen
O Programa Nacional de Telessaúde foi criado em 2007, no Brasil, para oferecer serviços de telessaúde, visando à integração do cuidado. Em 2024, o Programa SUS Digital foi implementado para promover a transformação digital no Sistema Único de Saúde, incluindo a teleconsultoria para apoio na Atenção Primária à Saúde. Este artigo objetiva relatar a implantação da teleconsultoria em Criciúma, no estado de Santa Catarina, entre 2023 e 2024, como ferramenta de gestão para reduzir filas de espera para especialidades médicas. Foi realizada análise descritiva dos dados em relação ao total de teleconsultorias realizadas segundo especialidade, tempo e filas de espera antes e após a implantação. Os resultados indicam que 72,4% dos casos foram resolvidos na Atenção Primária à Saúde, evitando encaminhamentos desnecessários. As especialidades mais atendidas foram ortopedia, neurologia e cardiologia. Observou-se uma redução da demanda reprimida de 15.842 para 1.061 pacientes, e do tempo médio de espera de 14,8 para 6,5 meses. Conclui-se que a teleconsultoria é eficaz na redução de encaminhamentos e na melhoria do acesso a especialidades, com potencial para fortalecer a resolutividade da Atenção Primária à Saúde e otimizar a gestão das filas de espera no município.
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