Gênero e necessidades de saúde dos homens: o cuidado na perspectiva de profissionais de saúde
Palavras-chave:
Saúde do homem, Necessidades e demandas de serviços de saúde, Saúde e gênero, Atenção Primária à SaúdeResumo
Este artigo analisa como concepções de gênero e masculinidades de profissionais de saúde impactam o reconhecimento das necessidades de saúde dos homens e as práticas de cuidado. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, utilizando entrevistas semiestruturadas conduzidas entre dezembro de 2020 e junho de 2021. Participaram profissionais de saúde atuantes na atenção primária e atenção secundária do município do Rio de Janeiro, selecionados pela técnica bola de neve. A análise dos dados foi realizada com base no Método de Interpretação de Sentidos. Os resultados indicam que a compreensão dos serviços de saúde como espaços feminilizados interfere na resistência dos homens em acessá-los. Observou-se que os profissionais de saúde mobilizam uma visão binária que associa os significados de ‘ser homem’ à ausência de cuidado consigo e com o outro, em contraste com a percepção da mulher como cuidadora, o que limita o acolhimento das demandas masculinas. Concepções essencialistas e estereotipadas de masculinidade dificultam o reconhecimento das necessidades de saúde dos homens e favorecem práticas que reiteram desigualdades de gênero. Repensar assistência, políticas de saúde e propostas terapêuticas dirigidas aos homens no cotidiano dos serviços, assim como a educação permanente em saúde, são importantes desafios do contexto atual.
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