Desigualdades regionais e baixa retenção de médicos no Brasil: evidências de 15 anos de análise por coorte

Autores

  • Daniel do Prado Pagotto Universidade Federal de Goiás (UFG), Centro de Inovação em Gestão da Educação e do Trabalho em Saúde (Cigets) – Goiânia (GO), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6791-9511
  • Wanderson Marques Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) – Goiânia (GO), Brasil. https://orcid.org/0000-0003-2965-5759
  • Érika Carvalho de Aquino Universidade Federal de Goiás (UFG), Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da (IPTSP) - Goiânia (GO), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-5659-0308
  • Rafael Alves Guimarães Universidade Federal de Goiás (UFG), Faculdade de Enfermagem e Nutrição (FEN) – Goiânia (GO), Brasil.
  • Cândido Vieira Borges Júnior Universidade Federal de Goiás (UFG), Centro de Inovação em Gestão da Educação e do Trabalho em Saúde (Cigets) – Goiânia (GO), Brasil.
  • Antônio Isidro da Silva Filho Universidade Federal de Goiás (UFG), Centro de Inovação em Gestão da Educação e do Trabalho em Saúde (Cigets) – Goiânia (GO), Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1174-8586

Palavras-chave:

Mão de obra em saúde, Rotatividade de pessoal, Planejamento em saúde

Resumo

Este estudo objetivou descrever a aplicação de uma metodologia inovadora para mensuração
da taxa de retenção de médicos nas regiões de saúde do Brasil entre 2009 e 2024. A partir dos microdados
do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – Profissionais, foram construídas coortes anuais
e empregadas técnicas de análise de churn, sobrevivência e coorte, com base em identificadores únicos
criptografados. A retenção foi calculada pela permanência dos profissionais nas mesmas regiões ao longo
do tempo. Os resultados revelaram uma taxa mediana nacional de retenção de 51%, com maiores valores
nas regiões Sul e Sudeste e menores nas regiões Norte e Nordeste. O Distrito Federal apresentou a maior taxa (80,4%) enquanto o Maranhão teve a menor (36,5%). Foram identificadas desigualdades intra e inte-restaduais, com capitais estaduais apresentando maior retenção. A correlação positiva entre a retenção e a densidade médica por 1.000 habitantes (r = 0,748; p < 0,01) sugere impacto direto na cobertura assistencial.
Este estudo preenche uma lacuna na literatura ao oferecer um método replicável para análise nacional da
retenção médica, contribuindo para o planejamento estratégico da força de trabalho em saúde no Sistema
Único de Saúde e subsidiando políticas públicas voltadas à fixação de profissionais em áreas vulneráveis.

Publicado

2025-11-12

Como Citar

1.
do Prado Pagotto D, Marques W, Carvalho de Aquino Érika, Alves Guimarães R, Vieira Borges Júnior C, Isidro da Silva Filho A. Desigualdades regionais e baixa retenção de médicos no Brasil: evidências de 15 anos de análise por coorte. Saúde Debate [Internet]. 12º de novembro de 2025 [citado 30º de abril de 2026];49(especial 1 ago). Disponível em: https://saudeemdebate.org.br/sed/article/view/9797

Declaração de dados

Dados de pesquisa

do Prado Pagotto, Daniel; Marques, Wanderson; Carvalho de Aquino, Érika; Alves Guimarães, Rafael; Vieira Borges Júnior, Cândido; Isidro da Silva Filho, Antônio, 2025, "Dados de replicação para: Avaliação da retenção de profissionais médicos nas regiões de saúde no Brasil", https://doi.org/10.48331/SCIELODATA.XBRO0N, SciELO Data, V1