Desigualdades regionais e baixa retenção de médicos no Brasil: evidências de 15 anos de análise por coorte
Palavras-chave:
Mão de obra em saúde, Rotatividade de pessoal, Planejamento em saúdeResumo
Este estudo objetivou descrever a aplicação de uma metodologia inovadora para mensuração
da taxa de retenção de médicos nas regiões de saúde do Brasil entre 2009 e 2024. A partir dos microdados
do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – Profissionais, foram construídas coortes anuais
e empregadas técnicas de análise de churn, sobrevivência e coorte, com base em identificadores únicos
criptografados. A retenção foi calculada pela permanência dos profissionais nas mesmas regiões ao longo
do tempo. Os resultados revelaram uma taxa mediana nacional de retenção de 51%, com maiores valores
nas regiões Sul e Sudeste e menores nas regiões Norte e Nordeste. O Distrito Federal apresentou a maior taxa (80,4%) enquanto o Maranhão teve a menor (36,5%). Foram identificadas desigualdades intra e inte-restaduais, com capitais estaduais apresentando maior retenção. A correlação positiva entre a retenção e a densidade médica por 1.000 habitantes (r = 0,748; p < 0,01) sugere impacto direto na cobertura assistencial.
Este estudo preenche uma lacuna na literatura ao oferecer um método replicável para análise nacional da
retenção médica, contribuindo para o planejamento estratégico da força de trabalho em saúde no Sistema
Único de Saúde e subsidiando políticas públicas voltadas à fixação de profissionais em áreas vulneráveis.
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