Da Rede Cegonha à Rami: tensões entre paradigmas de atenção ao ciclo gravídico puerperal

Autores

  • Priscila Kiselar Mortelaro Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-São Paulo) https://orcid.org/0000-0002-9253-7096
  • Jessica Fernandes Cirelli Universidade de São Paulo (USP)
  • Nadia Zanon Narchi Universidade de São Paulo (USP) https://orcid.org/0000-0003-0075-2360
  • Edemilson Antunes de Campos Universidade de São Paulo (USP)

Palavras-chave:

Modelos de assistência à saúde, Saúde materno-infantil, Saúde reprodutiva

Resumo

Em abril de 2022, o Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS nº 715, que altera a portaria de consolidação GM/MS nº 3, de 28 de setembro de 2017, com o objetivo de instituir a Rede de Atenção à Saúde Materna e Infantil (RAMI). Tendo em vista a preexistência da Rede Cegonha, também voltada a essa parcela da população, objetivamos analisar os modelos de atenção ao ciclo gravídico puerperal intrínsecos a cada um dos métodos de estruturação organizacional adotados. Para tanto, utilizamos como referencial teórico-metodológico a pesquisa com práticas discursivas, o que nos possibilitou identificar os repertórios relativos a três categorias pré-definidas: os sujeitos, os locais e os agentes da assistência. Em nossa análise, pudemos observar diferenças paradigmáticas entre as duas redes de atenção. A partir de tais distinções, concluímos que a Rede Cegonha está fundamentada em uma concepção de gestação e parto como eventos normais da vida sexual e reprodutiva, enquanto a RAMI se estrutura por meio da ênfase no risco, propondo um modelo centrado no hospital e na figura do médico.

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Publicado

2024-04-03

Como Citar

1.
Kiselar Mortelaro P, Fernandes Cirelli J, Zanon Narchi N, Antunes de Campos E. Da Rede Cegonha à Rami: tensões entre paradigmas de atenção ao ciclo gravídico puerperal. Saúde debate [Internet]. 3º de abril de 2024 [citado 21º de maio de 2024];48(140):e8152. Disponível em: https://saudeemdebate.org.br/sed/article/view/8152

Edição

Seção

Artigo Original