Bases e horizontes teórico-metodológicos para Promoção da Saúde e resistência camponesa: um exemplo em Lavras-MG

Autores

  • Pedro Henrique Barbosa Abreu Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
  • Herling Gregorio Aguilar Alonzo Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Palavras-chave:

Promoção da saúde. Trabalhadores rurais. Salutogênese. Agroecologia.

Resumo

O agronegócio vem historicamente promovendo a submissão da produção, economia e vida das famílias camponesas, gerando graves danos sanitários a essa parcela da população brasileira. No entanto, a resistência do campesinato frente a esse secular processo evidencia que a organização das famílias e comunidades camponesas e o resgate participativo dos conhecimentos agroecológicos locais podem fundamentar estratégias de Promoção da Saúde que busquem mudanças concretas nesse contexto sanitário vulnerável. O objetivo deste trabalho é analisar pilares que fundamentaram o processo capitalista de submissão camponesa no Brasil e também abordagens teórico-pratico-epistemológicas que permitem sua superação. Para isto, são apresentados tanto referenciais para pesquisas e ações que subsidiem famílias e comunidades camponesas num processo social de autorreconhecimento, autovalorização e utilização dos seus conhecimentos e suas práticas para uma transição agroecológica emancipatória, quanto a experiência de Promoção da Saúde desenvolvida por meio desses referenciais em Lavras-MG. A estrutura metodológica participativa apresentada permitiu o desenvolvimento, nesse município, dos passos iniciais e fundamentais de um processo social de organização camponesa em torno de seu modo de vida e economia, tendo a Agroecologia como fator determinante para a saúde e para a construção de um contexto mais justo, favorável e promissor.

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Publicado

2022-07-04

Como Citar

1.
Abreu PHB, Alonzo HGA. Bases e horizontes teórico-metodológicos para Promoção da Saúde e resistência camponesa: um exemplo em Lavras-MG. Saúde debate [Internet]. 4º de julho de 2022 [citado 12º de agosto de 2022];46(especial 2 jun):345-62. Disponível em: https://saudeemdebate.org.br/sed/article/view/5036