Amazônia em disputa: COP-30, contradições estruturais e os impactos no Sistema Único de Saúde
Palavras-chave:
Mudanças climáticas, Sistemas de Saúde, Serviços de saúde, Eventos de massa, Vigilância em saúde públicaResumo
A trigésima Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30) traz à tona estratégias a serem adotadas pelo Sistema Único de Saúde em cenários de massa e intensificação de fluxos humanos. A Amazônia emerge como território em disputa, onde interesses globais colidem com necessidades locais de saúde. Fundamentado na determinação social da saúde e em uma perspectiva crítica do Sul Global, este ensaio teórico-reflexivo problematiza como relações de poder e interesses econômicos condicionam prioridades de investimento, perpetuam a exclusão sanitária estrutural e limitam a sustentabilidade ambiental, a vigilância territorializada e a cogestão democrática. Está organizado em dois eixos: (1) o Sistema Único de Saúde frente a eventos de massa e suas contradições estruturais; e (2) desafios de financiamento, sustentabilidade e vigilância territorializada diante de demandas globais, necessidades locais e crises climáticas. A realização da COP-30, na Amazônia, à semelhança de megaeventos anteriores, tende a reproduzir uma lógica de intervenções voltadas à visibilidade internacional e desvinculadas das demandas históricas, e reflete o confronto entre dois projetos antagônicos: a perpetuação da lógica colonial-extrativista e a construção de alternativas baseadas em justiça sanitária.
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