Complexo Econômico-Industrial da Saúde, saúde digital na APS e o risco da vulnerabilidade 4.0

Autores

  • Carlos Augusto Grabois Gadelha Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE), Rede e Grupo de Pesquisa Desenvolvimento Sustentável, CT&I e Complexo EconômicoIndustrial da Saúde (GPCEIS) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Escola Nacional de Saúde Sergio Arouca (Ensp) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9148-8819
  • Patrícia Seixas da Costa Braga Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE), Rede e Grupo de Pesquisa Desenvolvimento Sustentável, CT&I e Complexo EconômicoIndustrial da Saúde (GPCEIS) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-3444-1651
  • Mírian Miranda Cohen Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE), Rede e Grupo de Pesquisa Desenvolvimento Sustentável, CT&I e Complexo EconômicoIndustrial da Saúde (GPCEIS) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1765-0280
  • Ana Lúcia Fernandes de Araújo Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE), Rede e Grupo de Pesquisa Desenvolvimento Sustentável, CT&I e Complexo EconômicoIndustrial da Saúde (GPCEIS) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0009-0002-0468-4924
  • Karla Bernardo Mattoso Montenegro Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE), Rede e Grupo de Pesquisa Desenvolvimento Sustentável, CT&I e Complexo EconômicoIndustrial da Saúde (GPCEIS) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1773-7781

Palavras-chave:

Complexo Econômico-Industrial da Saúde, tenção Primária à Saúde, Saúde digital, Sistema Único de Saúde, Saúde pública

Resumo

Analisou-se a saúde digital sob a ótica da saúde coletiva, pressupondo que a tecnologia e a conectividade devem atender aos anseios do controle social, estar a serviço das pessoas e melhorar a qualidade de vida. Em abordagem fundamentada na economia política da saúde, discutiu-se o subsistema de informação e conectividade do Complexo Econômico-Industrial da Saúde no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS). Discorreu-se sobre os benefícios e riscos relacionados às novas tecnologias digitais que emergem da 4ª revolução tecnológica/industrial e se inserem na APS, compreendida como o centro de comunicação da rede de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS). Alertou-se sobre o risco da reprodução de assimetrias tecnológicas, financeirização e desigualdades econômicas e sociais no campo da saúde digital. Concluiu-se que, diante das transformações digitais, as escolhas poderão levar a diferentes desfechos nos quais a tecnologia poderá ser ferramenta de inclusão ou exclusão. É fundamental construir estratégia política e institucional em que sejam articulados, simultaneamente, uma base local de inovação e produção digital em saúde, direcionada para atender às necessidades do SUS e do acesso universal, orientada pelos princípios de universalidade, equidade e integralidade como condição para superar o risco da reprodução da vulnerabilidade agora no contexto 4.0.

Publicado

2025-11-12

Como Citar

1.
Gadelha CAG, Seixas da Costa Braga P, Miranda Cohen M, Fernandes de Araújo AL, Bernardo Mattoso Montenegro K. Complexo Econômico-Industrial da Saúde, saúde digital na APS e o risco da vulnerabilidade 4.0. Saúde Debate [Internet]. 12º de novembro de 2025 [citado 30º de abril de 2026];49(especial 1 ago). Disponível em: https://saudeemdebate.org.br/sed/article/view/10157

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito