Potencial no monitoramento em saúde: explorando os dados abertos ambulatoriais do SUS

Autores

  • Felipe Ferré Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) – Brasília (DF), Brasil. Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde (Sectics), Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (DGITS) – Brasília (DF), Brasil.
  • Amanda Oliveira Lyrio Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde (Sectics), Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (DGITS) – Brasília (DF), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7740-2524
  • Samara Helena de Carvalho Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde (Sectics), Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (DGITS) – Brasília (DF), Brasil. https://orcid.org/0009-0005-7716-8164
  • Laís Lessa Neiva Pantuzza Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde (Sectics), Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (DGITS) – Brasília (DF), Brasil.
  • Jéssica Barreto Ribeiro dos Santos Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde (Sectics), Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (DGITS) – Brasília (DF), Brasil.
  • Ana Carolina de Freitas Lopes Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde (Sectics), Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (DGITS) – Brasília (DF), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-5806-5155
  • Luciene Fontes Schluckebier Bonan Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde (Sectics), Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (DGITS) – Brasília (DF), Brasil.

Resumo

O Sistema Único de Saúde (SUS) disseminou bilhões de registros administrativos correspondentes
a três décadas de existência. Na contramão de dados hospitalares e de notificação fragmentados por serem orientados ao serviço, e não ao usuário do SUS, os dados ambulatoriais apresentam dados vinculáveis ao iden-
tificador pseudonimizado, viabilizando acompanhar o itinerário terapêutico. Este trabalho apresenta, uma

ferramenta automatizada da Sala Aberta de Inteligência em Saúde (Sabeis) de processamento, com software
livre, de microdados fornecidos via estratégia TabWin/TabNet a partir do diretório de transferência de arquivos,
sem aparato sofisticado de Big Data; e descreve os dados abertos do Sistema de Informação Ambulatorial, de
2008 a 2023, empregando recursos modestos de hardware por especialistas em saúde pública e informática em
saúde. Foram processados 8.106.361.265 registros, correspondentes a 3.135 procedimentos, 16.407 diagnósticos
e 51.875.308 usuários, segundo o arquivo correspondente à Autorização de Procedimentos Ambulatoriais e Alta
Complexidade/Custo. Verificou-se a crescente qualidade do identificador pseudonimizado, sobretudo a partir

de 2022, com 0,8% dos usuários com mais de um sexo, mais de um estado de residência, acima de oito procedi-
mentos ou cinco diagnósticos. A presente abordagem demonstrou a potencialidade para o acompanhamento de políticas públicas, utilizando os dados ambulatoriais com identificador pseudonimizado do usuário do SUS.

Publicado

2025-11-12

Como Citar

1.
Ferré F, Oliveira Lyrio A, de Carvalho SH, Pantuzza LLN, dos Santos JBR, Lopes AC de F, et al. Potencial no monitoramento em saúde: explorando os dados abertos ambulatoriais do SUS. Saúde Debate [Internet]. 12º de novembro de 2025 [citado 30º de abril de 2026];49(especial 1 ago). Disponível em: https://saudeemdebate.org.br/sed/article/view/10004