Saúde do adolescente no Brasil: transição demográfica, desigualdades regionais e implicações para a agenda pública

Autores

  • Raphael Mendonça Guimarães Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Centro de Estudos Estratégicos Antônio Ivo de Carvalho (CEE) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil.
  • José Henrique Costa Monteiro da Silva University of Pennsylvania (UPenn), Population Studies Center – Philadelphia (PA), United States of America. https://orcid.org/0000-0001-9674-3041
  • Marcelo Rasga Moreira Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Estratégia Fiocruz para a Agenda (EFA 2030) – Rio de Janeiro (RJ). https://orcid.org/0000-0003-3356-7153

Palavras-chave:

Adolescente, Saúde do adolescente, Demografia, Política de saúde, Sistema Único de Saúde

Resumo

Apesar de seu papel estratégico no desenvolvimento nacional e da existência de marcos normativos e programáticos voltados à sua atenção integral, adolescentes ainda não se consolidaram como prioridade estruturante na organização das políticas públicas de saúde no Brasil, em meio a mudanças relevantes na estrutura etária da população. Nesse sentido, o estudo teve como objetivo descrever e analisar a evolução da estrutura etária da população brasileira, com ênfase no grupo de adolescentes, entre 1980 e 2022. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem quantitativa, fundamentado em dados dos Censos Demográficos do IBGE referentes aos anos de 1980, 1991, 2000, 2010 e 2022. Calcularam-se indicadores como proporção de adolescentes, razão adolescente/criança e razão de dependência jovem, para o Brasil e suas Unidades Federativas. Observou-se
queda significativa na proporção de adolescentes na população total, de 23,4% em 1980 para 13,8% em 2022, acompanhada por declínio das razões de dependência de jovens e de crianças. Houve aumento da razão adolescente/criança, que ultrapassou 1 em vários estados, refletindo a transição demográfica. Persistem diferenças regionais expressivas, com o Norte e o Nordeste
concentrando as maiores proporções de adolescentes. As mudanças demográficas evidenciam a necessidade de políticas públicas direcionadas aos adolescentes, especialmente diante das desigualdades regionais.

Publicado

2026-10-08

Como Citar

1.
Guimarães RM, Silva JHCM da, Moreira MR. Saúde do adolescente no Brasil: transição demográfica, desigualdades regionais e implicações para a agenda pública. Saúde Debate [Internet]. 8º de outubro de 2026 [citado 8º de outubro de 2026];50(151 out-dez). Disponível em: https://saudeemdebate.org.br/sed/article/view/11732

Edição

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Artigo Original

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