Saúde do adolescente no Brasil: transição demográfica, desigualdades regionais e implicações para a agenda pública
Palavras-chave:
Adolescente, Saúde do adolescente, Demografia, Política de saúde, Sistema Único de SaúdeResumo
Apesar de seu papel estratégico no desenvolvimento nacional e da existência de marcos normativos e programáticos voltados à sua atenção integral, adolescentes ainda não se consolidaram como prioridade estruturante na organização das políticas públicas de saúde no Brasil, em meio a mudanças relevantes na estrutura etária da população. Nesse sentido, o estudo teve como objetivo descrever e analisar a evolução da estrutura etária da população brasileira, com ênfase no grupo de adolescentes, entre 1980 e 2022. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem quantitativa, fundamentado em dados dos Censos Demográficos do IBGE referentes aos anos de 1980, 1991, 2000, 2010 e 2022. Calcularam-se indicadores como proporção de adolescentes, razão adolescente/criança e razão de dependência jovem, para o Brasil e suas Unidades Federativas. Observou-se
queda significativa na proporção de adolescentes na população total, de 23,4% em 1980 para 13,8% em 2022, acompanhada por declínio das razões de dependência de jovens e de crianças. Houve aumento da razão adolescente/criança, que ultrapassou 1 em vários estados, refletindo a transição demográfica. Persistem diferenças regionais expressivas, com o Norte e o Nordeste
concentrando as maiores proporções de adolescentes. As mudanças demográficas evidenciam a necessidade de políticas públicas direcionadas aos adolescentes, especialmente diante das desigualdades regionais.
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