Nas dobras do tempo: enfermagem, colonialidade e caminhos especulativos

Autores

  • Alef Diogo da Silva Santana Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva - João Pessoa (PB), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-8165-6412

Palavras-chave:

Enfermagem, Colonialidade, População negra, Ensaio, Antirracismo

Resumo

Este ensaio propõe uma reflexão sobre a história da enfermagem e as bases coloniais que atravessaram sua profissionalização, destacando como esses legados moldaram, e ainda moldam, saberes, práticas e subjetividades. O objetivo central é compreender os impactos da colonialidade na constituição da enfermagem moderna brasileira. Argumenta-se que reconhecertais heranças exige muito mais do que adesões discursivas. Requer compromisso ético e político com o enfrentamento das desigualdades raciais, com o resgate da memória e com a defesa de políticas de cuidado e reparação histórica. A perspectiva ensaística de Jorge Larrosa orienta este texto ao compreender o ensaio como exercício reflexivo sobre si, sobre o mundo e sobre as relações sociais, abrindo possibilidades para imaginar outros caminhos para a formação e a prática profissional. Em diálogo com intelectuais contracoloniais e do Sul Global, o texto tensiona a história da profissão, problematiza o colonialismo e a colonialidade e oferece reflexões sobre modos de reimaginar e especular futuros para a enfermagem.

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Publicado

2026-10-08

Como Citar

1.
Diogo da Silva Santana A. Nas dobras do tempo: enfermagem, colonialidade e caminhos especulativos. Saúde Debate [Internet]. 8º de outubro de 2026 [citado 8º de outubro de 2026];50(151 out-dez). Disponível em: https://saudeemdebate.org.br/sed/article/view/11159

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito