Análise da nova política de atenção especializada: mudança no papel federativo do Ministério da Saúde?

Autores

  • André Luis Bonifácio de Carvalho Ministério da Saúde (MS), Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP) – Brasília (DF), Brasil.
  • Assis Luiz Mafort Ouverney Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil.
  • Edjavane da Rocha Rodrigues de Andrade Ministério da Saúde (MS), Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP) – Brasília (DF), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-7854-5751
  • Juliana Terribili Novaes Santos Ministério da Saúde (MS), Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP) – Brasília (DF), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7059-0083

Palavras-chave:

Atenção especializada, Federalismo, Ministério da Saúde, Governança em saúde, Sistema Único de Saúde

Resumo

O artigo analisa a recente política do Ministério da Saúde para a atenção especializada no Sistema Único de Saúde (SUS), destacando seus impactos sobre o pacto federativo. A discussão parte da trajetória internacional e nacional de reformas em saúde, enfatizando a necessidade de integração, coordenação e fortalecimento da governança federal. No caso brasileiro, após um período de enfraquecimento das estruturas federais, observa-se a retomada do protagonismo do Ministério da Saúde com a criação da Política Nacional de Atenção Especializada, do Programa Mais Acesso a Especialistas e, posteriormente, do Programa Agora Tem Especialistas. Essas iniciativas introduzem inovações no financiamento, na regulação, na formação de profissionais, no uso de tecnologias digitais, na organização das redes de atenção e na ampliação da oferta de serviços, inclusive por meio de novas prerrogativas de atuação direta da União. Conclui-se que tais estratégias representam ações de retomada paulatina das capacidades de coordenação federativa do Ministério da Saúde, esvaziadas na última década. Assim, aos poucos, o Ministério da Saúde amplia suas estratégias de indução de políticas e programas setoriais, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, recompondo seu papel de coordenador nacional do SUS

Publicado

2026-06-23

Como Citar

1.
Carvalho ALB de, Ouverney ALM, Andrade E da RR de, Santos JTN. Análise da nova política de atenção especializada: mudança no papel federativo do Ministério da Saúde?. Saúde Debate [Internet]. 23º de junho de 2026 [citado 11º de julho de 2026];50(especial 3 jun). Disponível em: https://saudeemdebate.org.br/sed/article/view/11079

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito